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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Com a decisão, anunciada nesta quarta-feira, o Santos e o Palmeiras passam a ter oito títulos nacionais e são os maiores vencedores

Com a ilustre presença de Pelé, a CBF oficializou nesta quarta-feira, em uma cerimônia no Rio de Janeiro, os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como conquistas nacionais, os equiparando ao Campeonato Brasileiro. Com essa decisão, Santos e Palmeiras passam a ser os detentores do maior número de títulos brasileiros - oito cada -, superando São Paulo e Flamengo, que têm seis (considerado o título da Copa União de 1987 para o clube carioca). Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense passam a ter mais um título a mais no currículo. Também na cerimônia, a CBF divulgou um parecer jurídico que impossibilita o reconhecimento do hexacampeonato brasileiro há muito reivindicado pelo Flamengo.

O grande homenageado do evento foi Pelé. O Rei do Futebol virou hexacampeão brasileiro, superando Andrade e Zinho, que possuem cinco nacionais, e se tornou o principal recordista de títulos. Além de Pelé, o atacante Pepe e o volante Lima também participaram das seis campanhas do Santos.

- Fico feliz de estar aqui em nome de todos aqueles que passaram naquela época. Dos presidentes aos roupeiros, que limpavam as nossas chuteiras, é uma honra, uma alegria muito grande eu estar aqui representante a todos que fizeram isso ser possível. E espero que a garotada de agora, os jovens de agora, reconheçam esses títulos. A gente tratava aquelas competições como títulos nacionais - disse Pelé.

Pelé recebeu as seis medalhas de campeão pelos títulos do Santos nos anos de 1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968. Emocionado, o Rei criou uma nova versão para o hino do Peixe.

- Oficialmente não, verdadeiramente (octacampeões brasileiros), vamos falar assim. Para todos os santistas (cantando): "Agora quem dá bola é o Santos, o Santos é oficialmente campeão". Acho que era merecido esse reconhecimento. Agradeço a Deus por estar aqui, representando não só aqueles jogadores, mas os que já se foram. O Santos viajou o mundo, peregrinamos o mundo levando o nome do Santos. Todos (os títulos) foram muito difíceis. O Santos teve uma fase muito boa. Depois teve os campeonatos mundiais também, calamos a torcida do Boca (Juniors), na Argentina. Podemos pegar todas essas épocas e dizer que fomos heróis. Não tinha a mídia de hoje. Hoje, um jogador faz um gol e logo aparece. Que isso venha servir de exemplo para os jovens de hoje - disse Pelé.

Representantes dos seis clubes que passaram a ter mais títulos nacionais com a decisão da CBF também participaram da cerimônia, assim como o presidente de honra da Fifa, João Havelange.

- Reconhecer o passado é respeitar aqueles que fizeram a nossa história - disse João Havelange.

A decisão da CBF de unificar os títulos brasileiros se baseou em um dossiê produzido pelo jornalista e pesquisador Odir Cunha, que há dois anos, a pedido dos seis clubes interessados, aceitou o desafio de iniciar um estudo para buscar o reconhecimento dos vencedores da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como campeões nacionais.

- Fui procurado com uma vasta documentação em que os clubes pediam o reconhecimento dos campeonatos de 1959 a 1970. A CBF está tomando uma decisão história na medida que reconhece um passado de ouro do futebol brasileiro. Por isso como presidente da CBF tenho o orgulho de parabenizar os jogadores e torcedores de Santos, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Bahia e Cruzeiro pelas conquistas - disse Ricardo Teixeira.

A CBF vai entregar 20 medalhas para cada clube vencedor distribuir para os jogadores que participaram das campanhas do título nacional.

O Santos é o maior beneficiado com a posição da CBF e passa a ter reconhecidos como títulos nacionais cinco triunfos na Taça Brasil, disputada de 1959 a 1968, e um no Robertão, também chamado de Taça de Prata (realizado de 1967 a 70). O Palmeiras, com mais quatro títulos incorporados (dois de cada competição), também se torna octacampeão. Em 1967, o Alviverde venceu as duas competições. Com a decisão, o Bahia passar a ser considerado oficialmente o primeiro campeão brasileiro, mérito que pertencia até então ao Atlético-MG, vencedor do Campeonato Brasileiro de 1971.

Clubes que tiveram o título brasileiro reconhecido:


Taça Brasil

1959 – Bahia
1960 – Palmeiras
1961 – Santos
1962 – Santos
1963 – Santos
1964 – Santos
1965 – Santos
1966 – Cruzeiro
1967 – Palmeiras
1968 – Botafogo

Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata

1967 – Palmeiras
1968 – Santos
1969 – Palmeiras
1970 – Fluminense

Palaia enaltece reconhecimento de "campeão do século"

A cerimônia de unificação dos títulos brasileiros desde a Taça Brasil de 1959 levou os dirigentes dos clubes agraciados com as novas conquistas ao Rio de Janeiro à comemoração. Um deles foi Salvador Hugo Palaia, atual presidente do Palmeiras, que recebeu as faixas e as taças referentes às competições de 1960, 1967 (duas) e 1969.

"Tudo tem sua hora certa. Hoje é o dia do reconhecimento dos títulos conquistados pelo Palmeiras", afirmou o dirigente, que ainda substitui o licenciado Luiz Gonzaga Belluzzo na presidência do clube alviverde.

"Acho que chegou a hora, o Palmeiras é merecedor desses títulos, os jogadores que participaram são reconhecidos também, e o Palmeiras é reconhecido o campeão do século", sentenciou.

Perguntado sobre qual taça valeria mais em sua opinião, ele foi diplomático. "Respeito a todos os outros que passaram aqui, mas não posso dizer qual (título) é melhor", afirmou.

Com a nova relação de títulos, o Palmeiras passa a ser o maior campeão brasileiro ao lado do Santos, com oito campeonatos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Com golaço de Assunção, Palmeiras vence o Goiás por 1 a 0


Agência Palmeiras
A equipe do Palmeiras retornou ao estádio Serra Dourada para enfrentar o Goiás, desta vez pelas Semifinal da Copa Sul-Americana, na noite desta quarta-feira (17), às 21h50. Com o time titular em campo e com gol de Marcos Assunção, o Palmeiras venceu o duelo de ida por 1 a 0 e agora poderá perder de até gols de diferença na partida de volta.
Em busca pela vaga na final da Copa Sul-Americana, o técnico Luiz Felipe Scolari escalou o time no esquema 4-4-2 com Luan e Kleber no ataque. Já o Goiás, com poucas chances de escapar do rebaixamento no Brasileirão, escalou força máxima para o jogo. O confronto verde começou com o Palmeiras pressionando o time adversário e o primeiro lance de perigo aconteceu aos 6min, com Marcos Assunção chutando para o gol e assustando o goleiro Harlei.

Já o primeiro lance do Goiás ocorreu aos 15min em cobrança de falta diretamente pro gol Alviverde, mas Deola saiu e deu um soco na bola, afastando o perigo. Aos 20min, o Palmeiras perdeu uma ótima oportunidade de abrir o placar. Na cobrança de falta para a área, Marcos Assunção bateu forte, a bola explodiu em Harlei e no rebote, Lincoln chutou em cima da zaga.

O Goiás teve uma falta perigosa para cobrar aos 27min da primeira etapa. Saci bateu no segundo pau, o ex-palmeirense Marcão tocou para o meio e o temido Rafael Moura quase fez o dele, mas a zaga afastou o perigo. E o primeiro cartão amarelo do jogo saiu para o time goiano após Esmeraldino cometer falta forte em Gabriel Silva. Marcos Assunção foi para a cobrança na intermediária e, no meio do caminho a bola desvia, mas o goleiro Harlei defendeu com segurança. E, nos minutos seguintes, foi a vez do lateral palmeirense levar o cartão.

No final do primeiro tempo, Marcos Assunção ficou caído na defesa palmeirense. Após a tentativa de afastar a bola, o volante chutou, sem querer, o pé de Márcio Araújo. Depois do atendimento médico fora de campo, o volante voltou para a partida, aliviando os corações palestrinos. Aos 46min, o árbitro Evandro Rogério Roman apitou o final da partida, que terminou com um empate sem gols.

Para a segunda etapa, ambas as equipes entraram em campo sem alteração. E mais uma vez o Palmeiras começou pressionando a saída de bola adversária. E logo no início, aos 3min, Marcos Assunção acertou um chute de muito de longe e abriu o placar da partida com um golaço! Goiás 0x1 Palmeiras. Com este gol, o volante chega à marca de quatro gols pela Copa Sul-Americana.

Nos minutos seguintes, o Goiás tentou chegar diversas vezes na defesa palmeirense, mas todas sem sucesso. Aos 11min, eles tiveram uma chance após Marcelo Costa bater cruzado e a bola passar por baixo do braço do Deola e sair.
A primeira alteração do jogo foi feita pelo técnico Artur Neto, que resolveu colocar Otacílio Neto no lugar de Felipe. Logo no seu primeiro lance, o atacante foi lançado na esquerda e chutou em cima do goleiro Deola, que defendeu com os pés. E aos 34min, foi a vez do Felipão mexer na equipe: saiu Lincoln para a entrada de Pierre.

Com o resultado ao seu favor, o Verdão preferiu segurar a bola em vez de partir para o ataque e correr o perigo de tomar o gol de empate. Aos 39min, o Palmeiras fez mais uma alteração. Dessa vez o volante Tinga cedeu seu lugar para o zagueiro Leandro Amaro.

Já nos acréscimos, o time goiano chegou cobrou uma falta, bola desviou em Otacílio Neto e entrou no gol palmeirense após os jogadores do Goiás, em condição ilegal, atrapalharem a defesa de Deola. O árbitro marcou corretamente o impedimento e apitou, logo em seguida, o término da partida.

Com este resultado o Palmeiras tem chances de chegar à final mesmo com um empate na próxima quarta-feira (24) no Pacaembu. Mas antes do jogo da volta, o Verdão encara o Atlético-MG, neste domingo (21), às 17h, em partida válida pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
GOIÁS 0 x 1 PALMEIRAS
Local: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
Data: 17 de novembro de 2010, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Público: 14.129 pagantes
Árbitro: Evandro Rogério Roman (BRA)
Assistentes: Roberto Braatz e Márcio Santiago (ambos BRA)
Cartões amarelos: Carlos Alberto e Douglas (Goiás); Gabriel Silva (Palmeiras)
Gols:
PALMEIRAS: Marcos Assunção, aos três minutos do primeiro tempo.
GOIÁS: Harlei; Rafael Toloi, Ernando (Éverton Santos) e Marcão; Douglas, Amaral, Carlos Alberto, Marcelo Costa e Wellington Saci; Felipe (Otacílio Neto) e Rafael Moura.
Técnico: Arthur Neto
PALMEIRAS: Deola; Márcio Araújo, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga (Leandro Amaro) e Lincoln (Pierre); Kleber e Luan.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Palmeiras vence Atlético-MG e se classifica para as semifinais da SA


Agência Palmeiras
Após vencer o Guarani no último domingo, o Palmeiras voltou ao Pacaembu para enfrentar o Atlético-MG, na noite desta quarta-feira (10), às 22h, em partida válida pelas quartas-de-final da Copa Sul-Americana. O primeiro confronto dessa etapa foi marcado por erros de arbitragem e terminou com o empate em 1 a 1. Mas em um jogo de 180min, o Verdão levou a melhor e com gols de Marcos Assunção e Luan, o Alviverde Imponente ganhou de 2 a 0 do Atlético-MG e está classificado para as semifinais da Copa Sul-Americana.

O primeiro tempo começou bastante disputado. A primeira bola do jogo foi do Palmeiras, ao 1min, que chegou na defesa adversária com Valdivia chutando na meia-lua para o gol, mas a bola explodiu na zaga, que ficou com a sobra e saiu jogando normalmente.

O início da partida contou com muitos jogadores sendo atendidos em campo. O primeiro foi Ricardo Bueno após sentir dores na clavícula, em seguida foi a vez de Neto Berola que depois de tentar uma jogada pela esquerda, escorregou e foi pisado, sem querer, por Maurício Ramos. E aos 9min de jogo foi a vez de Valdivia voltar a sentir dores na coxa esquerda. O chileno tentou se alongar em campo para evitar a saída, mas aos 15min da primeira etapa, foi substituído por Lincoln.

Logo após a saída do Mago, o Atlético-MG quase abriu o placar no Pacaembu com Ricardo Bueno. O atacante chutou com força no canto direito de Deola, que conseguiu fazer uma boa defesa com as pontas dos dedos. Nos minutos seguintes, o Palmeiras teve maior domínio da bola, enquanto o Galo se arriscava nos contragolpes.

Aos 26min, Marcos Assunção bateu fechado a cobrança de escanteio. A bola resvalou na cabeça de Luan e Alê, enganou o goleiro Renan e foi para o fundo do gol, balançando as redes pela primeira vez na partida: Palmeiras 1x0 Atlético-MG. Com este resultado o time mineiro precisa de um gol para ir aos pênaltis.

No desenrolar da partida, o Palmeiras foi o time que criou mais jogadas e lances de perigo. O Atlético-MG só chegou ao gol palmeirense aos 36min quando, após um cruzamento, Deola saiu dando um soco na bola e no rebote Fabiano bateu por cima, desperdiçando a chance de empatar a partida.

O Verdão dominou quase que o primeiro tempo inteiro. Com 40min de bola rolando, o Palmeiras já contava com 12 finalizações, enquanto o adversário somava apenas cinco. E só no final do primeiro tempo saíram os primeiros cartões amarelos da partida, foi para Luan e Berola, após este ter dado uma entrada ríspida no Gabriel Silva e depois ser derrubado pelo meia. Após a aplicação dos cartões e de dois minutos de acréscimo, o árbitro Leandro Vuaden apitou o final da primeira etapa.

Para o segundo tempo, tanto o Palmeiras quanto o Atlético-MG subiram para o campo da mesma forma que saíram: sem alterações. E de novo, logo no início, o Palmeiras chegou assustando o goleiro adversário. Com 1min de jogo, o Verdão já teve uma oportunidade de abrir o placar com Marcos Assunção chutando cruzado pela esquerda, mas o goleiro Renan conseguiu jogar para escanteio. E mais uma vez foi Marcos Assunção para a cobrança e quase marcou mais um gol olímpico, se não fosse a bela defesa do arqueiro.

Com 9min do segundo tempo, o Palmeiras recebeu o terceiro cartão amarelo da partida e o segundo do time. Dessa vez foi para Gabriel Silva. Mas, não demorou tanto tempo para mais dois jogadores serem premiados: Tinga e Jairo Campos também foram amarelados após faltas. Aos 24min, o Palmeiras teve mais uma falta para cobrar e Marcos Assunção repetiu todo o seu ritual de preparação, mas dessa ele cobrou mal e a bola bateu na barreira.

Recolocando alguns titulares no time, o técnico Dorival Junior optou em colocar Diego Tardelli em campo no lugar de Fabiano. Aos 27min quase que o Galo empata o jogo com um cabeceio firme de Ricardo Bueno, mas Deola fez grande defesa, fechando o gol do Palmeiras. Ao longo da segunda etapa, a zaga do Verdão se posicionou bem e, assim, bloqueava todos os ataques do Galo, não dando oportunidades para o time mineiro chegar ao gol palmeirense.

E aos 33min do segundo tempo acabou o sonho dos atleticanos. Luan recebeu do Gladiador pela esquerda e, em um chute caprichado, bateu colado no canto esquerdo do goleiro Renan: Palmeiras 2x0 Atlético-MG. Este que foi o segundo gol de Luan, ambos no Campeonato continental (o primeiro foi contra o Sucre-BOL).

No final do jogo, o técnico Luiz Felipe Scolari resolveu fazer suas últimas alterações. Saiu Lincoln para a entrada de Dinei e, Luan cedeu seu lugar ao Pierre. Ganhando com dois gols de diferença, o Palmeiras ficou tocando bola no campo para gastar o tempo e, ao som do grito da torcida de “olé” o árbitro apitou o final da partida.

Com este resultado, o Palmeiras se classificou para as semifinais da Copa Sul-Americana e o seu adversário será decidido nesta quinta-feira (11), no jogo Avaí x Goiás. Mas antes de disputar uma vaga para as Libertadores, o Verdão irá neste domingo (14) até Goiás enfrentar o Atlético-GO, em partida válida pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 x 0 ATLÉTICO-MG
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 10 de novembro de 2010, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Renda: R$ 762.160,00
Público: 35.985 espectadores
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Brasil)
Assistentes: Altemir Hausmann e Dibert Pedrosa (ambos brasileiros)
Cartões amarelos: Tinga, Luan e Gabriel (Palmeiras); Neto Berola e Jairo Campos (Atlético-MG)
Gols:
PALMEIRAS: Marcos Assunção, aos 26 minutos do primeiro tempo; Luan, aos 34 minutos do segundo tempo.
PALMEIRAS: Deola; Márcio Araújo, Danilo, Maurício Ramos e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Valdívia (Lincoln e depois Dinei); Kleber e Luan (Pierre)
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Jairo Campos, Cáceres e Lima; Diego Macedo (Nikão), Alê (Serginho), Fabiano (Diego Tardelli), Edison Mendez e Fernandinho; Neto Berola e Ricardo Bueno
Técnico: Dorival Junior.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O confronto do ano

Diante do Atlético-MG, Verdão busca uma vaga na semifinal da Copa Sul-Americana

Decisão. Final antecipada. O jogo do ano. Para salvar a temporada. Todos esses termos, clichês, diga-se de passagem, foram repetidos a exaustão no Palmeiras nos últimos 15 dias. E a partida mais importante do ano alviverde chegou. Nesta quarta-feira, às 22h, no Pacaembu, o Verdão decide uma vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana diante do quase desinteressado Atlético-MG - mais focado em fugir do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

O primeiro jogo, em Sete Lagoas, terminou empatado por 1 a 1. Assim, igualdade sem gols daria a classificação aos paulistas, beneficiados pelo gol marcado fora de casa. Repetição do 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis, enquanto empate por dois ou mais gols favorece o Galo. Vitória simples serve para os dois lados. O vencedor do confronto pega na próxima fase quem passar de Avaí x Goiás, garantindo assim um brasileiro na final do torneio.
Time completo para Felipão
A classificação para as semifinais manteria o sonho do Palmeiras em disputar a Taça Libertadores de 2011. O clube praticamente abandonou o Brasileirão para apostar suas fichas na competição internacional, e espera colher frutos nesta quarta. Para a missão ser bem sucedida, o técnico Luiz Felipe Scolari deu descanso a seus principais jogadores no duelo contra o Guarani, no último domingo.
O resultado é que ele terá elenco completo à disposição, inclusive o meia Valdivia. Plenamente recuperado de dores na coxa esquerda, decorrentes de uma fibrose no local, o chileno treinou com o grupo nesta terça-feira e foi relacionado para o confronto. Apesar do mistério, ele deve ser titular no confronto. Valdivia não atua desde o jogo de ida das quartas-de-final, em 27 de outubro.
Além do chileno, outros ex-titulares voltaram a figurar entre os relacionados. O zagueiro Maurício Ramos e o lateral-direito Vitor, recuperados de lesões, já atuaram contra o Guarani e a tendência é que sejam titulares no Pacaembu.
O atacante Kleber sabe bem da importância que a partida tem. A torcida atendeu ao pedido de Felipão e, até terça-feira, já havia adquirido 31 mil ingressos para aumentar a corrente pró-Verdão. Ainda assim, Kleber diz que não sentirá pressão extra por conta da alta expectativa da massa alviverde.
- Não vai ter pressão de ninguém. Nós jogadores sabemos o quanto é importante o Palmeiras avançar de fase e vamos atrás desse objetivo pela nossa honra, pelo nosso caráter. Vamos fazer as coisas por nós. A torcida está carente de coisas novas, mas nós também estamos - disse o Gladiador.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Empate em noite de arbitragem polêmica


Kleber marca, Obina também:
Galo e Verdão empatam em Sete Lagoas

Atacante baiano sai do banco para, de pênalti, evitar a derrota mineira; Palmeiras leva pequena vantagem para o confronto de volta, em São Paulo.
Na primeira decisão por uma vaga na semifinal da Copa Sul-Americana, Atlético-MG e Palmeiras entraram em campo com pensamentos diferentes para um mesmo objetivo. E ao escalar a força máxima diante do mistão do Galo, que prioriza a fuga do rebaixamento no Brasileirão, o Verdão, cujo principal objetivo é conquistar o torneio sul-americano e, assim, disputar a Libertadores em 2011, acabou conseguindo uma pequena vantagem. O empate em 1 a 1 - gols de Kleber e Obina - na noite desta quarta-feira, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, fará com que a equipe alviverde jogue por um empate sem gols no jogo de volta das quartas de final, no dia 10 de novembro, em São Paulo. Novo placar de 1 a 1 levará a decisão da vaga para os pênaltis, e qualquer empate por dois ou mais gols classifica o time alvinegro.

O duelo em Minas foi marcado por polêmicas na etapa final, e os palmeirenses deixaram o campo revoltados com a arbitragem. Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti de Jairo Campos em Lincoln, mas voltou atrás depois que o auxiliar Alessandro Álvaro Rocha Matos o avisou que o alviverde estava em condição ilegal. Os visitantes ainda reclamaram bastante do pênalti marcado em Obina, que foi deslocado no ar por Mário Araújo. Nos dois lances, a arbitragem agiu corretamente, mas após o apito final, o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, foi ao delegado do jogo fazer um protesto, que não foi aceito.

Antes de voltarem a se enfrentar no segundo e decisivo jogo pela classificação à semifinal, os dois times voltam as suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O Atlético-MG recebe o Botafogo na Arena do Jacaré, e o Palmeiras enfrenta o Goiás na Arena Barueri. Ambas as partidas serão realizadas sábado, às 18h30m (de Brasília).

Ritmos diferentes

Atlético-MG e Palmeiras começaram a partida da maneira como estão encarando a Copa Sul-Americana. O Galo, com um time mesclado, parecia menos interessado e desligado no jogo, enquanto o Verdão, com sua força máxima, buscava o gol desde os minutos iniciais. A primeira grande chance dos paulistas surgiu aos seis minutos. Marcos Assunção deu lindo passe para Kleber, que invadiu a área e tocou na saída de Renan Ribeiro. O jovem goleiro atleticano fez bela defesa e evitou o primeiro gol do jogo.

O Palmeiras continuou melhor em campo, mas sem conseguir penetrar novamente na área atleticana. O Galo, por sua vez, tentava crescer e equilibrar as ações no meio-campo. Aos 20, os donos da casa chegaram com perigo, pela primeira vez. Ricardo Bueno achou Neto Berola sozinho na área, e o atacante baiano finalizou para boa defesa de Deola. A esta altura do jogo, o Palmeiras já não contava com Valdivia. O chileno sentiu novamente uma lesão muscular na coxa esquerda e deu lugar a Lincoln, revelado nas categorias de base do Atlético.

O Galo também sofreu uma importante baixa. Daniel Carvalho, sentindo dores na coxa, saiu para a entrada do garoto Nikão. Os minutos finais do primeiro tempo foram equilibrados. Tanto Galo como Verdão marcaram presença no campo de ataque adversário, mas sem assustar.

Polêmica e muita emoção

A etapa final começou com outro ritmo: acelerado. Obina substituiu Neto Berola, e sua entrada em campo foi festejada como um gol pela torcida do Galo. Mas quem comemorou primeiro foi o Alviverde. Aos nove, Kleber recebeu na esquerda do ataque palmeirense, tabelou com Tinga e bateu para abrir o placar na Arena do Jacaré. O Gladiador festejou mais um gol marcado contra o Atlético-MG, confirmando a fama de carrasco do Galo que carrega desde os tempos de Cruzeiro.

O gol do adversário fez com que o Atlético se abrisse e partisse com mais ímpeto para o ataque, o que abriu espaços para os contra-ataques do Verdão. Como aos 15, quando Tinga recebeu de Márcio Araújo e bateu para o gol. Renan Ribeiro se esticou todo e salvou o Galo. Cinco minutos depois, um lance polêmico. Lincoln ganhou de Jairo Campos, invadiu a área e foi derrubado pelo equatoriano. Marcelo de Lima Henrique marcou o pênalti e deu cartão amarelo para o zagueiro. Porém, o auxiliar Alessandro Álvaro Rocha Matos o chamou e disse que Lincoln estava impedido. O árbitro voltou atrás e anulou a marcação do pênalti, o que gerou muitas reclamações do Palmeiras. Mas o meia alviverde estava realmente em posição ilegal.

O pênalti não marcado incendiou a Arena do Jacaré. O Atlético partiu pra cima e conseguiu duas boas chances de gol. Aos 23, Obina avançou pela direita e cruzou para Ricardo Bueno. Deola se esticou todo e evitou que a bola chegasse ao seu destino. Dois minutos depois, Diego Souza invadiu a área pela direita e bateu forte, para sensacional intervenção do goleiro do Verdão.

Tanta pressão do Galo só poderia resultar no empate, ainda que tenha gerado mais polêmica. Aos 26, Márcio Araújo deslocou Obina na área, após cruzamento da direita, cometendo infantilmente um pênalti no jogador atleticano. O árbitro acertou na marcação da penalidade, que Obina cobrou para deixar tudo igual na Arena do Jacaré. E apenas quatro minutos depois, por causa das várias reclamações do time do Palmeiras.

O jogo seguiu num ritmo alucinante, ora na área de Deola, ora na área de Renan. Mas o placar seguiu inalterado, o que deixou a decisão da vaga aberta para o confronto em São Paulo.


ATLÉTICO-MG 1 X 1 PALMEIRAS

ATLÉTICO-MG
Renan Ribeiro; Cáceres, Werley e Jairo Campos; Diego Macedo (Diego Souza), Zé Luís, Méndez, Daniel Carvalho (Nikão) e Fernandinho; Neto Berola (Obina) e Ricardo Bueno. Técnico: Dorival Júnior.
PALMEIRAS
Deola; Márcio Araújo, Danilo, Fabrício e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga (Pierre) e Luan; Valdivia (Lincoln) e Kleber.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Gols: Kleber (Palmeiras) e Obina (Atlético-MG)
Cartões amarelos: Luan, Kleber, Márcio Araújo, Danilo (Palmeiras); Cáceres
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG).
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa)
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa) e Alessandro Álvaro Rocha Matos (Fifa).
Público: 11.542

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Palmeiras vence o Sucre por 3a1 e avança para as quartas-de-final da SA


Agência Palmeiras

Depois de um empate por 1a1 diante do Ceará, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras voltou sua atenção novamente para a Copa Sul-Americana, pela qual enfrentou a equipe do Universitario Sucre. A partida, disputada às 22h desta quarta-feira (20) marcou a segunda fase das oitavas-de-final.

O Verdão começou o jogo na Arena Barueri com a vantagem de um gol, obtida na vitória por 1a0 em Sucre, na Bolívia. A surpresa da partida foi a participação de Valdívia desde o início. O Mago, que na primeira fase sentiu uma lesão na coxa esquerda, era dúvida tanto para o jogo diante do Sucre quanto para o clássico de domingo contra o rival Corinthians. Sem parecer sentir a lesão, Valdívia teve ótima atuação e ajudou a equipe do Palmeiras a vencer o Universitario de Sucre, em partida marcada por quatro gols de cabeça.

O primeiro lance de perigo da partida aconteceu aos 4min, quando Marcio Araújo subiu pela direita e cruzou rasteiro. Valdivia furou para que a bola sobrasse para Marcos Assunção chutar. Contudo, o chute do camisa 19 não saiu tão forte e a bola parou nas mãos do goleiro Carlos Lampe. No lance seguinte, o meia Tinga recebeu em frente à grande área e buscou Fabrício em levantamento. O zagueiro do Verdão cabeceou alto e a bola, mais uma vez, parou no goleiro boliviano.

A pressão do Palmeiras só fez efeito aos 11min da primeira etapa. Em mais um lance iniciado por Valdívia, a bola foi lançada pelo Mago na esquerda para Gabriel Silva. O lateral levou para a linha de fundo e cruzou na medida para Kleber empurrar, de cabeça, para o fundo da rede do Universitario de Sucre: 1-0 Palmeiras na Arena Barueri.

E o Verdão quase ampliou aos 16min. Marcos Assunção cobrou falta no segundo poste para Fabrício. A zaga do Sucre interceptou para escanteio antes que o zagueiro pudesse marcar o segundo gol alviverde na partida. Assunção cobrou o corner no meio da grande área. O atacante boliviano Galindo tentou cortar mas quase colocou a bola no canto esquerdo de Lampe, que ficou aliviado ao ver que a bola passou somente à esquerda de sua meta.

E só dava Palmeiras na partida. Embalado, o Verdão quase marcou mais um aos 24min, quando Kleber recuperou bola espirrada e, já dentro da grande área, chutou forte cruzado. O chute do Gladiador passou próximo ao poste direito de Carlos Lampe.

Somente aos 25min o Universitario de Sucre assustou o torcedor palmeirense. Mas foi o Verdão quem voltou a marcar, e em jogada muito parecida com a que resultou no primeiro gol alviverde na partida. Aos 27min, Kleber tocou para Valdívia, que novamente lançou Gabriel Silva na ponta esquerda. O camisa 10 novamente cruzou na medida, desta vez para Luan que, livre de marcação, empurrou de cabeça para as redes do Sucre e marcou seu primeiro gol com a camisa alviverde: 2-0 Palmeiras.

Depois do gol de Luan o Palmeiras seguiu atacando e tentando entrar na área do Universitario de Sucre, mas as tentativas paravam, ou em erros de passe, ou em raros momentos em que a zaga boliviana se encontrava em campo e conseguia afastar a bola de perigo.

O último lance de perigo saiu dos pés de Gabriel Silva. Aos 43min, em mais um ataque bem organizado, a bola foi de Valdívia para Tinga, que lançou Márcio Araújo. O lateral cruzou rasteiro, o Mago fez um corta-luz buscando Kleber, e a bola acabou sobrando para Gabriel Silva. O camisa 10 chutou forte de perna direita mas a bola passou somente à direita do gol de Lampe. E o primeiro tempo terminou dessa forma: com a convincente vitória parcial do Palmeiras.

Na volta do intervalo só houve uma alteração, e foi na equipe do Universitario de Sucre. O técnico Javier Vega tentou surpreender ao tirar o zagueiro Julio Junco para colocar o meia Milton Melgar na partida. Mas quem surpreendeu foi a Arena Barueri, cuja iluminação falhou logo aos 50 segundos do segundo tempo, atrasando a partida em cerca de 32 minutos.

Com o recomeço da partida o panorama geral do jogo não mudou. O Palmeiras continuou no comando da partida e, aos 4min, após mais um belo cruzamento de Gabriel Silva, o atacante Kleber, de cabeça, quase encobre o goleiro Lampe, que conseguiu se recuperar a tempo de evitar mais um gol do Verdão.

Com a classificação praticamente garantida e sem nenhuma ameaça por parte do Universitario de Sucre, o volume de jogo do Alviverde diminuiu. Se aproveitando desta queda de rendimento, a equipe visitante chegou ao seu gol. Aos 16min, após bom cruzamento da esquerda, Cirillo subiu entre os zagueiros do Palmeiras e cabeceou para o fundo das redes de Deola, que não conseguiu evitar o primeiro gol do Sucre na partida: 2-1 Palmeiras.

A possibilidade de reação fez o técnico da equipe boliviana realizar sua segunda alteração na partida, tirando Jesús Gallegos e colocando Gustavo Paz em seu lugar. E o gol realmente acendeu o Universitario, que passou a pressionar o Palmeiras.

Contudo, aos 24min, em mais um cabeceio, o Palmeiras resolveu de vez o jogo. O especialista em bolas paradas do Verdão, Marcos Assunção, fez excelente cruzamento da ponta esquerda para o miolo da pequena área, onde Danilo estava esperando. O zagueiro se antecipou ao goleiro Carlos Lampe e marcou o quarto gol de cabeça da partida; o terceiro do Alviverde na Arena Barueri: 3-1 Palmeiras. Liendo respondeu para os bolivianos, aos 28min, aproveitando uma bola espirrada para chutar de primeira e assustar o goleiro Deola, que acompanhou a bola passar em frente à sua meta e sair pela linha de fundo.

Como o resultado feito, Felipão fez sua primeira alteração na partida, aos 33min, tirando Kleber e colocando Dinei no lugar do Gladiador, que passou a faixa de capitão para Marcos Assunção. Contudo, foi Luan quem voltou a criar mais um lance de perigo para o Verdão. Aos 37min, o atacante inadiu a grande área pela ponta esquerda e cruzou. O zagueiro Albarracín tentou cortar e quase jogou contra seu próprio gol.

Aos 41min, o recém-capitão também foi substituído. Felipão resolveu fechar o meio-campo e sacou Marcos Assunção, que deu lugar a Pierre. A faixa de capitão foi, então, passada para o autor do terceiro gol do Veerdão na partida: Danilo. E logo em seguida a última alteração de Luiz Felipe Scolari foi feita, com Patrik entrando no lugar de Tinga.

E antes da partida acabar o Verdão chegou a assutar um pouco mais o goleiro Carlos Lampe. Primeiro com o capitão Danilo, aos 44min, novamente de cabeça. Mas dessa vez a tentativa do zagueiro parou nas redes pelo lado de fora. E por último com Valdívia, já aos 47min da segunda etapa. O Mago arriscou um chute de longe, obrigando Lampe a fazer boa defesa antes do apito final do juiz.

Com a vitória convincente o Verdão ganha moral para o clássico deste domingo (24), às 16h, quando o Verdão entrará em campo para enfrentar seu arqui-rival Corinthians, em jogo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pela competição internacional, o Verdão só volta a campo no dia 27 de outubro, quando receberá o Atlético Mineiro para a primeira partida das quartas-de-final da Sul-Americana 2010.


FICHA TÉCNICA

Palmeiras x Universitário Sucre-BOL

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Público: 10.741 pagantes.
Renda: R$236.477,00.
Árbitro: Antônio Arías (PAR)
Auxiliares: César Franco (PAR) e Milcíades Saldívar (PAR)
Cartões amarelos: Kleber (Palmeiras); Lampe, Segovia, Melgar, Aguirre (Universitário de Sucre-BOL)
Gols: Kleber, aos 12’1T, Luan, aos 23’/1T (Palmeiras);

Palmeiras
Deola; Márcio Araújo, Fabrício, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção (Pierre), Tinga (Patrick) e Valdivia; Luan e Kleber (Dinei).
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Universitário Sucre-BOL
C. Lampe; Segovia, Aguirre, Bejarano e Albarracin; Liendo, Lima, Julio Junco (Melgar) e Gallegos (Paz); Fernandez (Cirillo) e R. Galindo.
Técnico: Javier Vega.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Agradecimentos aos colaboradores!!!


Valew galera pela força ae em nosso blog!!!!!
Saudações alvi-verdes!!!!
Pode esperar...
q ano q vem é tudo nosso!!!!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Em jogo eletrizante, Palmeiras vence o Universitario de Sucre por 1 a 0


Agência Palmeiras


No jogo válido da fase oitavas-de-final da Copa Sul-Americana, o Palmeiras viajou até Sucre, na alta Bolívia, para enfrentar o Universitario de Sucre, às 21h15 desta quinta-feira (14). Os bolivianos, que já haviam eliminado equipes tradicionais como Colo-Colo (Chile) e Cerro Porteño (Paraguai), contavam com o fator casa para obter uma vantagem em cima do Verdão. Contudo, em partida fantástica do goleiro Deola, que conseguiu ofuscar até o golaço de Marcos Assunção, o Verdão garantiu uma importante vitória e voltou de viagem com os três pontos na bagagem.

O Verdão começou a partida pressionando pelas laterais do campo. Aos 5min, após lançamento de Valdívia para Gabriel Silva, o jovem do Palmeiras, que veste a camisa 10 na competição, cruzou com perigo buscando Kleber na grande área. Atento, o goleiro Carlos Lampe conseguiu se antecipar e ficar com a bola. A partir daí, os bolivianos começaram uma forte pressão em cima do setor defensivo do Verdão. Primeiro aos 7min quando, depois de uma sequência de ataque, a bola sobrou na esquerda para Junco, que cruzou com perigo. Danilo estava ligado e afastou a bola da área palmeirense.

Em seguida foi a vez de Sacha Lima arriscar um chute de fora da área, aos 11min. A bola acabou passando por cima do gol de Deola. No lance seguinte, após passe errado na saída de bola alviverde, a bola foi passada para Fernandéz, que invadiu a grande área pela direita e cruzou rasteiro buscando Galindo. Mas o passe saiu errado e os bolivianos perderam ótima chance de marcar.

Com tanta pressão, o Palmeiras acabou vendo nas bolas paradas uma chance de chegar ao seu primeiro gol na partida. Em falta marcada na direita, próximo à linha do meio-campo, Marcos Assunção fez excelente cruzamento, aos 17min, até o segundo poste do Sucre. Kleber, sozinho, tentou de cabeça mas a bola apenas assustou Carlos Lampe, que viu a tentativa do Gladiador passar por cima do seu gol.

Já aos 25min a falta sofrida por Kleber foi bem mais próxima da grande área. Marcos Assunção, principal responsável da classificação do Palmeiras para as oitavas, se preparou para a cobrança e, com uma facilidade impressionante, fez a bola passar mansamente pela barreira montada por Carlos Lampe e morrer no fundo das redes bolivianas: 1-0 Palmeiras, na Bolívia.

Em lance despretensioso, Valdívia arrancou pela esquerda e acabou sentindo a face posterior da coxa esquerda. A lesão foi suficientemente forte para tirar o Mago do jogo. Para o lugar dele, Felipão colocou Lincoln, aos 37min de partida. E foi Marcos Assunção quem deu o último chute de perigo da primeira etapa. O meia arriscou aos 43min um chute muito forte, de fora da área, mas mandou a bola apenas por cima do gol do Universitário.

E os clubes voltaram dos vestiários tal como entraram, sem alterações. A primeira chance do segundo tempo foi da equipe boliviana. Após cobrança de escanteio a bola sobrou para Fernandéz, dentro da grande área. O jogador, sozinho, chutou rápido e fraco obrigando Deola a fazer importante defesa.

Aos 11min o técnico do Universitario de Sucre tentou alterar o rumo da partida, tirando Julio Junco para colocar Damián Cirillo. O atacante mal entrou e já teve sua primeira oportunidade. Em cobrança de falta, Bejarano mandou uma bomba rasteira, Deola fez grande defesa mas não conseguiu segurar a bola, que sobrou nos pés de Cirillo, que chutou fraco para outra importante defesa do goleiro do Palmeiras, quando já eram marcados 13min de partida.

No minuto seguinte o Sucre teve sua segunda alteração na partida, com a saída de Jesús Gallegos para a entrada de Alejandro Morales. E a equipe boliviana continuou atacando o Verdão. Aos 16min foi a vez de Fernandéz voltar a aparecer com perigo. O jogador recebeu bola na ponta esquerda, invadiu a grande área de chutou cruzado. O tiro saiu forte mas passou apenas à esquerda do gol de Deola.

A pressão boliviana quase teve efeito dramático para o Palmeiras aos 22min. Depois de cobrança de escanteio, Bejarano cabeceou a bola, que tocou no poste esquerdo de Deola. No rebote, Aguirre chutou e Rivaldo colocou milagrosamente o pé esquerdo na trajetória. Ainda houve tempo para tentar empurrar para o gol, mas o jogador acabou chutando a bola muito longe do gol do Palmeiras.

Felipão tentou consertar o setor defensivo do Verdão aos 23min, sacando Pierre e colocando Fabrício em seu lugar. Em contrapartida, o técnico do Universitario de Sucre tirou Fernandéz e colocou Vaca em seu lugar. E foi o time da casa que voltou a assustar, de falta, aos 26min. Sasha Lima chutou muito forte, e o goleiro Deola fez mais uma excelente defesa, nessa que foi, sem dúvida, uma das melhores partida do camisa 22 na meta palmeirense.

Aos 36min o Palmeiras marcou mais um gol, muito mal anulado pelo auxiliar de arbitragem. Após chute forte de Kleber, o goleiro do Sucre espalmou e Lincoln aproveitou o rebote para marcar o que teria sido o segundo gol do Verdão na partida. Sem lances de destaque depois do gol mal anulado, Felipão resolveu fechar de vez o time e aproveitou a lesão de Maurício Ramos para colocar o descansado Leandro Amaro na partida. Sem mais lances perigosos, a partida acabou com a vitória do Palmeiras por 1 a 0.

O triunfo na Bolívia deixa o Verdão em situação mais confortável para o jogo de volta, que tem data marcada para a próxima quarta-feira (20), às 22h, em São Paulo. Antes disso, o Verdão recebe a equipe do Ceará, às 18h30 de domingo, em partida válida pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que para a partida o Verdão não contará com Kleber, suspenso contra o Botafogo, nem Valdívia que, além da lesão na partida na Bolívia, também havia recebido o terceiro catão amarelo contra os cariocas.


Universitario de Sucre 0 x 1 Palmeiras

Universitario de Sucre:
Lampe; Añez, Albarracín, Aguirre e Bejarano; Liendo, Lima, Gallegos (Morales) e Junco (Cirillo); Galindo e Fernández (Vaca).
Técnico: Javier Vega.
Palmeiras:
Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos (Leandro Amaro), Danilo e Gabriel Silva; Pierre (Fabrício), Marcos Assunção, Tinga, Rivaldo e Valdivia (Lincoln); Kléber.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Gol: Marcos Assunção, aos 26 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Liendro,Aguirre,Molares (UNI),Marcos Assunção,Tinga,Fabrício(PAL)
Estádio: Pátria (Sucre, Bolívia).
Árbitro: Victor Carrillo.
Assistentes: César Escano e Jorge Yupanqui.

sábado, 9 de outubro de 2010

Palmeiras goleia Avaí e encerra jejum no Pacaembu


Agência Palmeiras

Depois de empatar com o Santos fora de casa, o Palmeiras retornou a São Paulo onde enfrentou o Avaí na noite desta quinta-feira (7), as 21h, em jogo válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. E o Verdão fez a tarefa de casa: voltou a vencer no Pacaembu.
O início do jogo já começou disputado. Logo após o apito inicial do árbitro Cláudio Francisco Lima Silva, o chileno Valdivia driblou o ataque do time adversário, levando a bola pelo meio, mas logo foi desarmado. Porém, o Avaí não demorou muito para responder e aos 3 min de jogo, Davi recebeu uma bola na pequena área Alviverde, tocou na saída de Deola e a bola explodiu no travessão, dando um susto em todos os palestrinos.

E aos 11min de jogo, o zagueiro Gabriel cometeu uma falta na intermediária em cima de Kleber. Ótima oportunidade de bola parada para o Verdão abrir o placar. E Marcos Assunção não desperdiçou. O lançamento perfeito na entrada da grande área adversária tinha endereço: Valdivia. A bola desviou na cabeça do chileno para balançar pela primeira vez a rede no Pacaembu: Palmeiras 1 x 0 Avaí.

E El Mago comemora seu primeiro gol após o seu retorno ao Verdão. O último foi contra o Vitória, há 13 jogos. Empolgado com o resultado, o Palmeiras teve outra oportunidade de gol aos 14min de jogo, quando o chileno foi derrubado na intermediária e Marcos Assunção seguiu a jogada, mas chutou a bola por cima do goleiro Zé Carlos.

Mas o gol não intimidou o time adversário. Avaí começou muito bem ofensivamente e, nos minutos seguintes, teve várias oportunidades para igualar o placar. Mas Deola, sempre bem posicionado fez grandes defesas.

Aos 32min de jogo, o volante Bruno Silva cometeu uma falta duríssima em cima de Kleber, que sairia limpo na frente do gol. Por causa deste lance, o volante levou seu terceiro cartão amarelo.
Em cobrança de escanteio, o zagueiro Gabriel cabeceou para o gol alviverde. Aos 37min, a bola bate em Edinho, que demorou a reagir e sobrou para Roberto finalizar, marcando para o time da Ressacada. Palmeiras 1 x 1 Avaí.

No final do primeiro tempo, o time da Ressacada levou perigo ao gol palmeirense. Caio foi derrubado e o zagueiro Gabriel soltou um chute forte que, felizmente, passou à direita do gol. E este foi o último lance de perigo do primeiro tempo.

E os times começaram a segunda etapa sem alterações. No primeiro lance de perigo do segundo tempo, Valdivia recebeu a bola no meio de campo, limpou a zaga e bateu de fora da área adversária. Golaço do chileno, que aumentou o placar para o Verdão: Palmeiras 2 x 1 Avaí.

Logo após o segundo gol, Palmeiras fez a sua primeira alteração: saiu Vitor, machucado, e entrou Patrik. E o segundo tempo começou bastante agitado. Em um lance duvidoso, Kleber tocou a bola para Rivaldo que trombou no lateral direito Patric. O árbitro marcou pênalti.

Irritado com a marcação, o goleiro avaiano, Zé Carlos, agrediu Valdivia e tomou cartão amarelo. Na cobrança, o atacante alviverde desperdiçou a oportunidade de aumentar o placar. Na seqüência do lance, o goleiro acertou um tapa no rosto de Kleber. O árbitro assinalou pênalti novamente e expulsou Zé Carlos. Na segunda cobrança, Gladiador não cometeu o mesmo erro e, para o agito da torcida, aumentou o placar no Pacaembu: Palmeiras 3 x 1 Avaí.

Com este gol, Kleber se tornou o artilheiro do Palmeiras, com oito gols marcados. Por causa da expulsão do goleiro, o Avaí fez sua primeira alteração. Aos 14min, saiu o volante Bruno e entrou o Renan no gol. E o Alviverde Imponente aproveitou e fez a sua segunda alteração com 20min do segundo tempo. Saiu Rivaldo para a entrada de Lincoln.

Mesmo com um jogador a menos, o time avaiano chegou ao ataque com Patric, que invadiu a área e cruzou a meia altura, mas o goleiro Deola mergulhou e fez o corte. O rebote sobrou para Caio, que aos 23min, chutou a bola para o gol adversário, mas o goleiro fez bela defesa.

Mas o Palmeiras não deixou Avaí respirar. Gabriel Silva avançou pela esquerda, ajeitou para o meio e mandou a bola no ângulo esquerdo do goleiro Renan, aumentando o placar da partida. È o quarto gol do time Alviverde, com 25min de jogo da etapa final.

Após outra cobrança de falta na intermediária, Pierre entrou no lugar de Marcos Assunção, que saiu de campo ovacionado pela torcida presente no Pacaembu. Depois disso, o Verdão continuou pressionando muito, enquanto o Avaí tentava, de todas as formas, diminuir o placar.

Sem sucesso, o adversário ficou assistindo o toque de bola do mandante do jogo. O Palmeiras trocou passes de bolas no meio campo, cansando o time adversário. Com um a mais em campo, o verdão chegava com mais facilidade ao gol adversário, mas não finalizava corretamente.

Com toda a confusão causada pela expulsão do goleiro avaiano e as cobranças de pênaltis, o árbitro resolveu dar 6min de acréscimo e, aos 46min, o Avaí teve mais uma chance de diminuir o placar. Pará cobrou uma falta na meia-lua, mas a bola acabou saindo por cima do travessão. Este que foi o último lance perigoso do jogo.

Com este resultado, o Palmeiras soma 42 pontos na tabela de classificação e continua na 9ª posição, perdendo apenas no número de vitórias para o Grêmio. O próximo jogo do Verdão será contra o Botafogo fora de casa, valendo pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 4 x 1 AVAÍ

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 07 de outubro de 2010, quinta-feira
Horário: 21 horas (São Paulo)
Renda: R$ 208.850,00
Público: 6.837 espectadores
Árbitro: Cláudio Francisco Lima e Silva (SE)
Assistentes: Ivaney Alves de Lima e Edmo Oliveira Santos (ambos SE).
Cartões amarelos: Gabriel, Bruno e Caio (Avaí); Valdívia (Palmeiras)
Cartões vermelhos: Zé Carlos (Avaí)
Gols:
PALMEIRAS: Valdívia, aos 12 minutos do primeiro tempo e aos quatro minutos do segundo tempo; Kleber, aos 13, Gabriel Silva, aos 24 minutos do segundo tempo.
AVAÍ: Roberto, aos 38 minutos do primeiro tempo.

PALMEIRAS: Deola; Vitor (Patric), Maurício Ramos, Fabrício e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção (Pierre), Márcio Araújo e Rivaldo (Lincoln); Valdívia e Kleber
Técnico: Luiz Felipe Scolari

AVAÍ: Zé Carlos; Patric, Gabriel, Emerson e Pará; Rodrigo Thiesen, Bruno (Renan), Caio (Marcelinho) e Davi (Daniel); Robinho e Roberto
Técnico: Edson dos Santos.

História!!!!!!!Glórias!!!!!!!!!!


A imagem acima é do jogo de 8 de novembro de 1914. A equipe atuava com o uniforme que seria usado no primeiro jogo contra o Savóia de Votorantim.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Assunção brilha com chutes certeiros, e Palmeiras bate o Inter em Barueri


Volante acerta duas cobranças de faltas e faz o 2 a 0 do Alviverde sobre o Colorado, que perde a chance de encostar nos líderes do Brasileiro

Por Julyana Travaglia e Tiago Leme
Barueri, SP


Não foi a noite de um artilheiro comum, daqueles que vestem a camisa 9 e vivem sob os olhares atentos dos torcedores. Não foi nem sequer uma noite na sua casa emprestada (Pacaembu), enquanto o verdadeiro lar (Palestra Itália) está em reformas. Mas a quarta-feira na Arena Barueri foi perfeita para o Palmeiras, que venceu o Internacional por 2 a 0 e fez a sua primeira trinca neste Brasileiro. E foi certeira para Marcos Assunção, que incorporou o espírito goleador.

A cobrança de falta, que na última rodada foi a alegria do Internacional - o time bateu o Corinthians por 3 a 2 nos minutos finais, com Andrezinho, desta maneira - , virou o pesadelo dos Colorados em Barueri. Assunção foi praticamente perfeito nas batidas, acertando duas de quatro tentativas.

O resultado fez o Alviverde alcançar 38 pontos, na oitava posição do Brasileiro. Fez Luiz Felipe Scolari conseguir sua primeira trinca à frente do Palmeiras - venceu anteriormente Grêmio Prudente e Flamengo. E fez a galera sorrir com o desempenho do time.

Já o Internacional se mantém na quarta posição, com 41 pontos. E torce para que os líderes Fluminense e Corinthians não se distanciem ainda mais na frente.

No próximo sábado, às 18h30, o Palmeiras desce a serra para encarar o Santos, na Vila Belmiro. Já o Internacional recebe o Guarani, no mesmo dia, mas às 18h30, no Beira-Rio.
O confronto entre paulistas e gaúchos começou com o time visitante se lançando mais ao ataque. Na caça aos primeiros colocados do Brasileiro, o Internacional, que não teve Celso Roth, suspenso, no banco de reservas, levou perigo ao gol palmeirense logo aos 10 minutos. Da direita, Daniel cruzou na cabeça de Edu, que obrigou Deola a fazer bonita defesa para livrar o Alviverde.

Onze minutos depois, o Colorado voltou a rondar a área palmeirense. Leandro Damião deu belo giro de corpo para se livrar da marcação de Danilo, mas o chute cruzado do atacante grandalhão acabou saindo pela linha de fundo. Enquanto o Inter se mostrava mais perigoso com a bola rolando, o Palmeiras aparecia nas bolas paradas.

Durante a primeira etapa, foram duas chances neste tipo de jogada, sempre com Marcos Assunção. Na primeira tentativa, aos 15 minutos, a bola foi parar direto nas mãos de Renan. Parecia o aquecimento para o que estava por vir, como se os pés do volante estivessem sendo calibrados na partida.

Na segunda vez em que se apresentou para uma cobrança, pelo lado esquerdo do campo, ele não perdoou. Quando todos esperavam um cruzamento para a área, Assunção surpreendeu e arriscou direto, sem chances para Renan. A bola foi certeira no cantinho direto do gol colorado. Festas nas arquibancadas da Arena Barueri para o quarto gol do volante de falta no ano - o quinto do atleta pelo time na temporada. E chuva, muita chuva!

O gramado escorregadio prejudicava o andamento do bom futebol. Nas arrancadas, os jogadores caíam a todo instante. No último lance de perigo, Kleber partiu em velocidade e conseguiu disparar contra Renan, mas o goleiro do Inter conseguiu evitar o segundo gol palmeirense.

Duas vezes Marcos Assunção

Não tinha para ninguém. Por mais que Valdivia tentasse armar para um chute de Kleber, por mais que o Internacional tenha tentado dar mais agilidade ao ataque com a entrada de Alecsandro na vaga de Damião, a partida parecia ter sido programada sob medida para um volante. Um homem de contenção com um quê de artilheiro.

Não adiantava Andrezinho insistir pelo meio ou Giuliano se arriscar pelas pontas. Não era uma noite para Kleber, que se viu cara a cara com Renan e errou o chute, deixar a sua marca. O Palmeiras x Internacional foi desenhado caprichosamente para Marcos Assunção. Para os seus chutes precisos de falta.

E foi desta maneira que ele voltou a marcar. Aos 13 minutos, depois de amarrar a chuteira do pé direito, colocar o bico da bola para baixo e orientar o posicionamento dos companheiros, Assunção acertou a segunda da noite. Renan foi traído pela presença de Valdivia à sua frente. Eram os 2 a 0 do Palmeiras na Arena Barueri.

O Palmeiras ainda teve a chance de ampliar com Kleber, que perdeu pelo menos duas oportunidades claras. Mas não adiantava teimar. No Inter, Deola aparecia como uma muralha na frente de Alecsandro. Não tinha jeito. A noite era de outro artilheiro. Era de Assunção.

PALMEIRAS 2X0 INTERNACIONAL
Deola, Vitor, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Rivaldo) e Valdivia (Pierre); Kleber.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Renan, Daniel, Bolívar, Sorondo e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Andrezinho, Giuliano (Glaydson) e Edu; Leandro Damião (Alecsandro).
Técnico: Celso Roth.
Gols: Marcos Assunção, aos 31 minutos do primeiro tempo, e aos 13 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Edu e Giuliano (Internacional). Edinho e Kleber (Palmeiras).
Local: Arena Barueri, em Barueri.
Data: 29/09/2010.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR).
Auxiliares: José Amilton Pontarolo e José Carlos Dias Passos (ambos do PR).

domingo, 26 de setembro de 2010

Após retorno aos gramados com gol, Lincoln agradece apoio do time


Camisa 99 ajudou o Palmeiras a vencer o Flamengo por 3 a 1, no Engenhão

Foram dias de angústia. Há mais de um mês afastado dos gramados com uma lesão muscular, o apoiador Lincoln voltou ao time do Palmeiras com estilo. Autor do gol que decretou a vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo,sábado, no Engenhão, ele agradeceu o apoio dos companheiros.

- Gostaria de agradecer a todos pela maneira como me receberam nessa minha volta à equipe. Entrei em um momento complicado da partida, em que o Flamengo estava pressionando e garantimos a vitória devido à tranquilidade e inteligência com que jogamos. Soubemos explorar os espaços que tivemos e matamos o jogo na hora certa - disse o camisa 99.

Na próxima rodada, o Alviverde tem pela frente o Internacional, na Arena Barueri, quarta-feira, às 19h30m (horário de Brasília). A equipe está na oitava posição, com 35 pontos.

Com uma atuação segura e uma noite inspirada de Kleber, o Palmeiras dominou o Flamengo e venceu por 3 a 1, neste sábado, no estádio João Havelange, no Rio de Janeiro, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Gladiador marcou duas vezes, enquanto Lincoln fez o terceiro gol palmeirense. Petkovic, de pênalti, diminuiu para o Rubro-Negro.

O Flamengo perdeu a invencibilidade no Engenhão. Desde a inauguração em 2007, o time carioca tinha feito nove jogos no estádio, com sete vitórias e dois empates. Neste sábado, conheceu a primeira derrota. Já o Palmeiras segue como um visitante ingrato neste Brasileiro. São quatro vitórias, sete empates e só duas derrotas fora de casa.

Com o resultado, o Palmeiras pulou para o oitavo lugar com 35 pontos. O Flamengo segue com 28 pontos, na 15ª posição na classificação. Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Rubro-negro enfrenta o Goiás, na terça-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Já o time paulista encara o Internacional, na quarta-feira, em Presidente Prudente.

De férias no Brasil, o ex-técnico da seleção portuguesa Carlos Queiroz esteve no Engenhão para acompanhar o jogo. Amigo de Luiz Felipe Scolari, ele brincou ao falar que era "flamenguista".

Momentos antes de a bola rolar, Felipão disse que pela primeira vez tinha à disposição todo o time bem fisicamente. Estava animado, confiante. E o Palmeiras mostrou durante a etapa inicial ter evoluído. Marcação forte, saída rápida para o ataque. Em pouco tempo, o time paulista tomou conta da partida e anulou o Flamengo.

Juan, que voltava ao time após três partidas recuperando-se de uma torção no tornozelo, estava muito mal. E o Palmeiras criou as jogadas dos dois gols pelo setor do lateral. Aos 18 minutos, em uma jogada infantil, David Braz puxou a camisa de Tinga, que nem chegou a cair, dentro da área. Pênalti bem marcado. Kleber bateu forte, no meio do gol. Marcelo Lomba pulou para o canto esquerdo. Palmeiras 1 a 0. Foi o quinto gol do atacante no Campeonato Brasileiro, o terceiro de pênalti.

Kleber encontrava muita liberdade e aproveitava o espaço que existia entre David Braz e Juan. E enquanto a torcida rubro-negra ainda estava na bronca - por um pênalti não marcado de Gabriel Silva em Diogo -, Tinga deu um passe primoroso para o atacante palmeirense, que arrancou e tocou na saída de Marcelo Lomba. Toque sutil, de qualidade, no canto direito. O Palmeiras aumentava a vantagem.

Assim que saiu o segundo gol, o técnico Silas virou-se para o banco com os braços abertos e deu um tapa forte na própria cintura. Estava irritado. Chamou Vitor Saba. A conversa foi rápida. Com 31 minutos do primeiro tempo, Juan deixava o campo. Saiu calmamente, nem parecia que o time perdia por 2 a 0. Mas não reclamou com o treinador. Foi sentar-se no banco em silêncio.

Silas estava nervoso. Antes do jogo, o Flamengo trocou de banco de reservas. Normalmente, o time fica à esquerda das cabines de rádio. Mas, neste sábado, preferiu o lado direito. Com isso, o treinador podia reclamar com um dos auxiliares. Em campo, o time carioca só tinha um ar de criatividade quando a bola caia nos pés de Leo Moura. Mas os cruzamentos não chegavam aos atacantes. A única chance de perigo do Flamengo no primeiro tempo foi em um chute de Renato de fora da área. O meia aproveitou um rebote e soltou a bomba. A bola ia no ângulo, mas Deola se esticou e fez uma defesa muito difícil espalmando para escanteio.

O Palmeiras ainda teve duas boas chances para ampliar no fim do primeiro tempo. E sempre com Kleber. Em um contra-ataque rápido, o atacante ganhou de Vitor Saba na corrida e tocou por cima do goleiro Marcelo Lomba, que saia assustado. A bola foi para fora. E, no último lance, Marcelo Lomba e David Braz se enrolaram após um lançamento longo. O goleiro chutou a bola nas costas de Tinga. Kleber aproveitou o rebote para chutar para o gol. Marcelo Lomba se recuperou a tempo de espalmar e evitar o terceiro.

O Flamengo deixou o campo vaiado. Renato foi reclamar com o árbitro. Willians tentava explicar os erros do time.

- Estamos errando muito e tomamos gols de contra-ataque. Isso não pode. Temos que ter mais atenção e nos doar mais em campo - disse o volante na saída para o vestiário.

Petkovic diminui de pênalti



Jogadores do Flamengo reclamam com o árbitro
durante o jogo contra o Palmeiras (Foto: Ag. Estado)Zico foi até o vestiário do Flamengo no intervalo da partida. O time carioca voltou com Correa no lugar de Toró. Mas o Palmeiras seguia mais perigoso. Valdivia e Kleber assustaram o goleiro Marcelo Lomba logo nos primeiros minutos. A torcida rubro-negra estava sem paciência. Pedia "mais raça". Depois, gritou o nome de Pet. O meia só foi chamado por Silas para entrar em campo aos 17 minutos do segundo tempo. Saiu Renato. A torcida não gostou e reclamou.

A entrada de Petkovic não mudou em nada o Flamengo. O time continuou sem criatividade, sem jogada. Até tentou o empate, mas na vontade, cruzando bolas para a área e com os principais nomes do time tentando resolver sozinhos. Na única jogada bem trabalhada, com uma bonita troca de passes, Leonardo Moura fez o gol. Mas estava impedido.

No abafa, o Flamengo até diminuiu. Aos 33 minutos, Diogo foi derrubado dentro da área por Vitor. Pênalti. Petkovic bateu bem. Assim como Kleber no primeiro tempo, chute forte no meio do gol. Quinto gol de Pet no Brasileiro, que passou a ser o artilheiro do time carioca na competição.

Com o gol rubro-negro, Felipão resolveu tirar Valdivia, que estava cansado, e colocar Lincoln para dar mais gás ao meio-campo. Deu certo. O meia fez o terceiro gol e garantiu a vitória palmeirense. Após linda jogada de Kleber e Rivaldo pela esquerda, ele aproveitou o cruzamento e só desviou para o gol. Festa da pequena torcida palmeirense no Engenhão.

Os jogadores do Palmeiras dedicaram a vitória ao presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, que vai passar por uma cirurgia no coração para uma revascularização do miocárdio. Antes da partida, o time paulista entrou em campo com uma faixa de apoio ao dirigente. Do lado rubro-negro, vaias e o desespero por ver o Z-4 se aproximar.

Flamengo 1 x 3 Palmeiras
Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, David Braz e Juan (Vitor Sabá); Toró (Correa), Willians, Kleberson e Renato (Renato); Diogo e Deivid.
Técnico: Silas
Deola; Vitor, Fabricio, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Márcio Araújo (Rivaldo), Marcos Assunção e Tinga (Pierre); Valdivia (Lincoln) e Kleber.
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Gols: Kleber aos 19 e aos 31 minutos do primeiro tempo; Petkovic aos 34 minutos do segundo tempo; Lincoln aos 44 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: David Braz, Willians e Jean (Flamengo); Kleber, Valdívia, Fabrício, Vitor (Palmeiras)
Público: 9.894 pagantes
Renda: R$ 335.565,00
Estádio: João Havelange (Engenhão), no Rio de Janeiro
Árbitro: André Luiz Castro (GO)
Auxiliares: Fabrício da Silva e Cristhian Sorence

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Fora de casa, Palmeiras vence Prudente e respira no Brasileirão

Nos momentos difíceis, o melhor é sair de casa. É distante do Pacaembu e de sua torcida que os melhores resultados têm aparecido. E essa sina palmeirense ficou comprovada mais uma vez na noite desta quarta-feira, em Presidente Prudente. Contra o Grêmio Prudente, lanterna do Campeonato Brasileiro, o Alviverde penou, mas conseguiu uma vitória por 1 a 0 e voltou a respirar na competição.

O tento salvador foi marcado pelo volante Márcio Araújo, que anotou pela primeira vez pelo time palestrino, e colocou a equipe na nona posição, com 32 pontos. E ele saiu depois de uma furada do atacante Dinei, estreante da noite que tinha a missão de melhorar o sistema ofensivo alviverde.

Se no Pacaembu o Palmeiras sofre para se acertar - são duas vitórias, três empates e quatro derrotas - , longe da sua torcida o Alviverde tem conseguido sorrir mais vezes. Apesar da grande quantidade de empates (sete), o time se apresenta melhor - três vitórias, considerando o jogo em Prudente, e duas derrotas (contabilizando uma partida com o Vitória, pela Sul-Americana).

Na próxima rodada, o Palmeiras enfrenta o Flamengo, no Engenhão, às 18h30 deste sábado. Será mais uma oportunidade de o Alviverde engrenar uma série positiva sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

Ao Grêmio Prudente, que agoniza na rabeira da competição - são 17 pontos em 24 partidas -, resta tentar acertar nas mãos de Marcelo Rospide para enfrentar o Atlético-GO , também às 18h30 deste sábado, no Serra Dourada.

Partida ruim e vaias da torcida

O jogo parecia propício para o Palmeiras voltar a vencer, pois enfrentava o último colocado do Campeonato Brasileiro. Mas o que se viu no primeiro tempo da disputa com o Grêmio Prudente foi uma partida sem grandes emoções, com dois times afoitos e errando demais.

O Prudente teve duas boas chances de abrir o marcador, mas acabou parando nas mãos de Deola, que segue substituindo o lesionado Marcos. Na primeira delas, aos 12 minutos, Marcelo Oliveira conseguiu se livrar de dois defensores, mas acabou finalizando fraco quando estava frente a frente com o arqueiro alviverde. Aos 32, Cleidson fez bom cruzamento para Rodrigo Mancha, que também acabou sendo barrado pelo goleiro palmeirense.

No lado alviverde, a melhor chance foi aos 35 minutos com Kleber, que voltou ao time depois de cumprir suspensão contra o São Paulo. No lançamento de Marcos Assunção, o camisa 30 cabeceou bem, mas Giovanni conseguiu afastar. O próprio Gladiador conseguiu pegar o rebote e cruzou para Dinei, estreante da noite, que mandou para fora.

No mais, o que se viu no Prudentão foi um festival de passes errados. Aos 40 minutos foram contabilizados 32 erros, sendo 17 para o lado prudentino e 15 para o palmeirense. Como resultado de um 0 a 0 sem grandes emoções, as vaias. O Palmeiras não empolgava. E o Prudente pouco fazia para tentar se livrar da lanterna. Pior para o público.


Atacante erra, mas volante acerta


Na segunda etapa, Luiz Felipe Scolari fez algumas alterações no Palmeiras para conseguir ter vantagem sobre o adversário. Com Rivaldo mal na esquerda, ele optou pela entrada do garoto Gabriel Silva e colocou Edinho mais próximo de Vítor, pela direita. O Alviverde logo passou a dominar a partida e pressionar o Grêmio Prudente.

Na primeira tentativa, Marcos Assunção cruzou, e Danilo perdeu cara a cara com Giovanni um gol incrível, aos 13. Dois minutos depois, o Palmeiras viu o alívio aparecer nos pés de um volante. Edinho chutou cruzado, Dinei errou o chute, mas a bola sobrou caprichosamente para Márcio Araújo acertar o alvo e agradecer aos céus.

A vitória fora de casa confirma o bom momento do time longe do Pacaembu. Esta foi a oitava partida invicta distante de seus domínios - a última derrota no Brasileiro foi para o Avaí (4 a 2), na estreia de Felipão no comando do time, em julho passado. E eleva o moral palmeirense para mais um jogo no campo rival, desta vez contra o Flamengo, no Engenhão.

GRÊMIO PRUDENTE 0X1 PALMEIRAS
Giovanni, Bruno Ribeiro, Anderson Luis, Diego e Cleidson (Flavio Boaventura); Rodrigo Mancha, Roberto, Marcelo Oliveira e Fabiano Gadelha; Carlos Eduardo (Henrique Dias) e Hugo.
Técnico: Marcelo Rospide.
Deola, Vítor, Maurício Ramos, Danilo e Rivaldo (Gabriel Silva); Edinho, Pierre, Márcio Araújo e Marcos Assunção; Dinei (Tadeu) e Kleber.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Gols: Márcio Araújo, aos 15 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Diego e Marcelo Oliveira (Grêmio Prudente). Maurício Ramos (Palmeiras).
Estádio: Prudentão, em Presidente Prudente.
Data: 22/09/2010.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR/Fifa).
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Júnior e João Bourgalber Nobre Chaves (ambos do PR).

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Palmeiras estraga a festa do Grêmio e vence no Olímpico por 2a1


Agência Palmeiras
15/09/2010 21h15

O Palmeiras foi até Porto Alegre na noite desta quarta-feira (15) enfrentar o Grêmio, no estádio Olímpico, em jogo válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida serviu de palco para a festa de aniversário do clube gaúcho, que completou, neste dia, 107 anos de história. Contudo, após o apito final, quem comemorou foi o Palmeiras, que conseguiu apresentar um bom volume de jogo, venceu o aniversariante da noite por 2a1 e voltou para São Paulo com os 3 pontos na bagagem.
O primeiro lance de perigo da partida aconteceu para o Palmeiras, aos 4min. Após Vítor realizar bom cruzamento da direita, Tinga apareceu na grande área, dominou a bola no peito e arriscou uma bicicleta. Contudo, a finalização saiu fraca e Victor fez fácil defesa. A resposta gremista veio com Jonas, aos 7min. O camisa 7 foi lançado em velocidade na costas da defesa alviverde e chutou forte de primeira, mas bola bateu apenas na rede lateral do gol de Deola.

Aos 13min, Ewerthon ganhou de Neuton na corrida e se antecipou ao zagueiro que se viu obrigado a derrubar o camisa 88 do Verdão, em lance nítido de falta, marcada pelo árbitro Gutemberg de Paula Fonseca. Marcos Assunção foi para a bola e em uma cobrança perfeita levou o Palmeiras, pela primeira vez na partida, às redes do Grêmio: 0x1 Palmeiras.

Depois do gol palmeirense o jogo esfriou, e outro lance de destaque só foi acontecer aos 25min. Rivaldo recuperou boa bola na esquerda e passou para Tinga, que lançou Ewerthon em velocidade. O atacante do Verdão conduziu a bola até a pequena área e tentou colocar no canto esquerdo-baixo do goleiro Victor, que fez excelente defesa. A resposta do Grêmio veio aos 26min, quando Jonas deu um balão para o meio da grande área e André Lima cabeceou alto, obrigando Deola a fazer grande defesa.

E o Grêmio voltou a atacar aos 36min. Gabriel recebeu belo passe na entrada da grande área, partiu pra cima da defesa do Palmeiras e arriscou um chute rasteiro de longa distância. O arremate saiu próximo ao poste direito do gol palmeirense antes de sair pela linha de fundo, neste que foi o último lance de perigo da primeira etapa no Olímpico.

A segunda etapa começou sem alterações em nenhum dos times. E não demorou nem mesmo 3min para o Palmeiras aparecer com perigo ao ataque. Kléber lançou Vítor na direita, que levou a bola para a linha de fundo e recuou para Marcos Assunção. O camisa 28 cruzou na medida para Ewerthon que, mais uma vez, se antecipou à zaga gremista e cabeceou firme para o fundo do gol de Victor: 0x2 Palmeiras, no Olímpico.

O Grêmio só chegou com perigo aos 9min. Após cruzamento da direita, André Lima, novamente de cabeça, tentou marcar para os gaúchos, mas o cabeceio saiu somente ao lado do gol de Deola. Logo em seguida o técnico Renato Portaluppi realizou as primeiras alterações na equipe. Aos 9min foi feita a primeira, com a saída de Fábio Santos para a entrada de Lúcio. E a segunda ocorreu aos 12min, com Roberson entrando no lugar de Adílson. Já o técnico Luiz Felipe Scolari aproveitou que a partida estava tranquila e só realizou sua primeira alteração aos 19min, colocando Valdivia no lugar do autor do segundo gol do Verdão, Ewerthon.

Outro lance de destaque só foi acontecer aos 28min, com Jonas girando em frente à grande área e chutando firme no canto esquerdo-baixo de Deola, que se esticou todo para empurrar para escanteio. Na cobrança do córner, Souza colocou muito efeito e a bola bateu caprichosamente na segunda trave antes de sair de perto do gol do Verdão. No lance seguinte, Jonas arriscou outro chute de longe e novamente assustou o goleiro Deola, com a bola passando próxima ao poste direito do goleiro.

Aos 31min, Renato Portaluppi realizou sua última substituição, colocando Maylson no lugar de Souza. Logo em seguida, Felipão realizou sua segunda e última alteração na partida, colocando o volante Pierre no lugar de Tinga. Aos 44min, Douglas recebeu passe dentro da grande área, infiltrou e tentou tocar na saída de Deola, que fechou bem o gol e evitou maiores problemas. E o último lance aconteceu aos 46min, quando Douglas cobrou escanteio, a zaga do Palmeiras não conseguiu afastar e Jonas aproveitou para marcar o gol de honra dos gaúchos na partida: 1x2 Palmeiras, placar final.

Com a vitória, o Verdão alcançou a marca de 29 pontos conquistados e, com isso passou a ocupar a 10ª colocação na tabela do Brasileirão,. O próximo desafio do Palmeiras será o clássico contra o São Paulo, no próximo domingo (19), às 16h, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 x 2 PALMEIRAS

Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Data: 15 de setembro de 2010, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Público: 38.372
Renda: R$ 544.428,00
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Ricardo de Almeida (RJ) e Guilherme Dias Camilo (MG)
Cartões amarelos: Souza, Lúcio e André Lima (Grêmio); Kleber, Márcio Araújo e Valdívia (Palmeiras)

Gols: GRÊMIO: Jonas, aos 46 minutos do segundo tempo; PALMEIRAS: Marcos Assunção, aos 14 minutos do primeiro tempo; Ewerthon, aos 2 minutos do segundo tempo

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Paulão, Neuton e Fábio Santos (Lúcio); Fábio Rochemback, Adilson (Roberson), Souza (Maylson) e Douglas; Jonas e André Lima
Técnico: Renato Portaluppi

PALMEIRAS: Deola; Vítor, Danilo, Maurício Ramos e Rivaldo; Edinho, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Tinga (Pierre); Ewerthon (Valdívia) e Kleber
Técnico: Luiz Felipe Scolari

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Palmeiras e Vasco não saem do 0x0 no Pacaembu


Agência Palmeiras

12/09/2010 17h54

Em partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras enfrentou na tarde deste domingo (12), às 16h, o Vasco no estádio do Pacaembu. No 100º jogo de Valdivia pelo alviverde, o Verdão empatou o jogo por 0x0. Com o empate, o time assumiu a 13ª posição do Campeonato Brasileiro com 26 pontos.
O técnico Luiz Felipe Scolari escalou a equipe no 4-3-3, com Luan, Ewerthon e Kleber no comando de ataque do Verdão. A partida começou bastante disputada, com as equipes buscando o gol desde o início. O Palmeiras começou pressionando a equipe adversária e, logo no primeiro minuto de jogo, Kleber recebeu cruzamento da direita de Ewerthon e mandou por cima do gol. Aos 9min, Ewerthon ajeitou de peito para Kleber dentro da área, que finalizou para fora.

Aos 11min, o Vasco chegou pela primeira vez com belo chute do atacante Nunes de fora da área. Deola fez grande defesa e mandou para escanteio. Aos 27min, o Vasco chegou de novo: Felipe Bastos bateu de fora da área e deu um susto no goleiro Deola. O Palmeiras respondeu aos 33min: Vitor disparou pela direita o cruzou para Luan, que por muito pouco não conseguiu desviar de cabeça.

O Palmeiras voltou diferente para a segunda etapa, com Valdivia no lugar de Luan. O mago utilizou a camisa de nº100 em homenagem ao seu centésimo jogo com a camisa do Verdão. O primeiro lance de perigo do segundo tempo foi do Vasco. Fagner tabelou com Zé Roberto e arriscou de fora da área. A bola passou por cima da meta de Deola. Aos 7min, depois de ótima troca de passes entre Ewerthon e Valdivia, o camisa 88 finalizou para fora do gol de Fernando Prass.

Aos 16min, o Vasco realizou sua primeira substituição: saiu Nunes e entrou Jonathan. Em seguida, aos 18min, Deola só observou a cobrança de falta de Dedé para fora. Aos 23min, o Verdão mexeu novamente ao trocar Tinga por Patrik. Já aos 29min, Valdivia girou para cima da marcação e bateu forte. A bola passou por cima do gol de Fernando. Aos 31min, o Palmeiras fez sua ultima mudança e trocou Ewerthon por Tadeu. Em seguida, aos 35min, foi a fez do Vasco mexer: Fumagalli substituiu Rafael Carioca. Aos 43min, o alviverde teve sua última chance de abrir o placar com Tadeu, mas Fernando defendeu e salvou o Vasco.

Após o resultado de igualdade, o Palmeiras assumiu a 13ª posição do Campeonato Brasileiro com 26 pontos. O próximo confronto do Verdão será diante o Grêmio, no próxima quarta (15), às 19h30, no estádio Olímpico. O jogo será válido pela 22ª rodada do Brasileirão.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS X VASCO

Data: 12/09/2010, domingo
Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Horário: 16h (Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden (RS-Fifa)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA - Fifa) e Fabio Pereira (TO)

PALMEIRAS: Deola; Vítor, Maurício Ramos, Danilo e Rivaldo; Márcio Araújo, Edinho e Tinga (Patrick); Luan (Valdivia), Éwerthon (Tadeu) e Kléber.

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Titi e Jumar; Rafael Carioca (Fumagalli), Nilton, Felipe Bastos (Rômulo) e Zé Roberto; Éder Luis, Nunes (Jonathan).
Técnico: PC Gusmão

sábado, 11 de setembro de 2010

Palmeiras faz treinamento coletivo antes de enfrentar o Vasco

Agência Palmeiras

Após o empate com o Vitória na quarta-feira [08], o Palmeiras volta a campo neste domingo [12] para encarar o Vasco, às 16h, no Pacaembu. Para o duelo, o técnico Luiz Felipe Scolari não poderá contar com os volantes Pierre e Marcos Assunção, suspensos, além do goleiro Marcos, com dores no joelho esquerdo. O meia Lincoln é outro que está fora do jogo, pois segue se recuperando de uma lesão no músculo adutor da coxa direita e não tem previsão de retorno.

Felipão comandou nesta sexta-feira [10] um treino coletivo de cerca de uma hora e testou algumas possíveis formações para a partida. A ausência na atividade foi do meia Valdivia, que, com um pequeno edema na coxa direita, passou a tarde fazendo tratamento e musculação. O jogador, aliás, começará o confronto com o Vasco no banco de reservas.

“O Valdivia não tem condições de jogar os 90 minutos. Alguns ficam dizendo que ele com uma perna é melhor do que os outros, mas não é bem assim. Ele está com uma lesão, e eu não posso arriscar perdê-lo mais para a frente nem exigir mais do que ele pode oferecer. Na verdade, ele até deveria ficar se tratando por uma semana, dez dias, mas ele quer ajudar, por isso estamos utilizando-o, no máximo, por 45 minutos”, comentou Felipão durante a entrevista coletiva concedida após o treinamento.

Apesar de adiantar que Valdivia não será titular, Scolari não divulgou a equipe que vai escalar, até porque não quer dar armas ao adversário. “Não será um jogo fácil. O Vasco cresceu bastante nas mãos do Paulo César Gusmão e, mais uma vez, vamos buscar a superação ao lado do nosso torcedor, que tem nos dado muita força.”

Quem acompanhou de perto as atividades na Academia de Futebol nesta sexta foi Sebastião Lapolla, ex-diretor de futebol do Palmeiras e atual presidente do Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol do Estado de São Paulo. O dirigente foi convidado por Felipão, com quem trabalhou na época, entre outros títulos, da conquista da Copa Libertadores da América de 1999.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Palmeiras arranca empate com o Flu aos 48min do 2o.tempo



Agência Palmeiras

02/09/2010

Em partida válida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras enfrentou na noite dessa quarta-feira (01), às 22h, o Fluminense no estádio do Maracanã. Em busca da segunda vitória consecutiva na competição, o Verdão mandou a campo a mesma equipe que venceu o Atlético-MG em Ipatinga.

O jogo começou bastante movimentado, com as duas equipes buscando o gol desde o começo. O primeiro lance perigoso da partida foi do Fluminense, aos 10min: Emerson driblou dois adversários e bateu cruzado de fora da área. Marcos apenas observou a bola ir para fora. Aos 13min, o Palmeiras armou bom contra ataque e Rivaldo quase marcou de cabeça depois de cruzamento vindo da direita de Marcos Assunção. Fernando Henrique fez bela defesa.

Aos 15min, depois de bate e rebate na entrada da área do Verdão, o Fluminense abriu o placar com Emerson: 1x0. Em seguida, aos 17min, Valdívia chutou colocado de fora da área e Fernando Henrique defendeu. Já aos 32min, o Fluminense fez sua primeira substituição na partida: Saiu Diogo e entrou Belletti. O último lance perigoso da primeira etapa foi do time da casa, aos 46 min: Emerson recebeu cruzamento e bateu para fora da meta palmeirense.

O Palmeiras voltou mais ofensivo para o segundo tempo. Tinga entrou no lugar de Pierre e deu mais velocidade ao meio de campo alviverde. A primeira oportunidade do Verdão na segunda etapa foi aos 2min, depois de finalização de Kleber para fora do gol de Fernando Henrique. Aos 13min, o Palmeiras mudou novamente: Fabrício foi substituído por Luan. Em seguida, aos 17min, Marcos Assunção cobrou falta da intermediária e obrigou o goleiro Fernando Henrique a fazer grande defesa.

Aos 33min, Ewerthon arriscou de fora da área e acertou a rede pelo lado de fora do gol adversário. Já aos 43min, o Fluminense mexeu novamente e trocou Emerson por André Luiz. Em seguida, aos 45min, Deco invadiu a área e finalizou para grande defesa do goleiro Marcos. No minuto seguinte, Leandro Euzébio fez falta em Kleber e foi expulso depois de receber o segundo cartão amarelo. O Palmeiras foi com tudo para cima do Fluminense. Em meio à pressão alviverde, aos 48min, Ewerthon recebeu passe de cabeça de Edinho dentro da área e mandou de mansinho para o fundo das redes de Fernando Henrique: 1x1.

Após o ponto conquistado no Rio de janeiro, o Palmeiras continua na 9ª posição do Campeonato Brasileiro com 24 pontos. O time volta para São Paulo e se prepara para enfrentar o Cruzeiro, no próximo domingo (05), às 16h, no estádio do Pacaembu. O jogo será válido pela 19ª rodada do Brasileirão.


FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 X 1 PALMEIRAS

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 1º de setembro de 2010, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Assistentes: Paulo Ricardo Conceição (RS) e Júlio César Santos (RS)
Cartões amarelos: Emerson e Belletti (Fluminense); Marcos Assunção, Rivaldo, Márcio Araújo, Pierre e Edinho (Palmeiras)
Cartões amarelos: Leandro Euzébio (Fluminense)
Gols:
FLUMINENSE: Emerson, aos 15 minutos do primeiro tempo.
PALMEIRAS: Ewerthon, aos 48 minutos do segundo tempo

FLUMINENSE: Fernando Henrique; Thiaguinho, Gum, Leandro Euzébio e Julio Cesar; Diogo (Belletti), Fernando Bob, Deco e Darío Conca; Emerson (André Luís) e Washington
Técnico: Muricy Ramalho

PALMEIRAS: Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Luan); Márcio Araújo, Pierre (Tinga), Edinho, Marcos Assunção e Rivaldo; Valdívia (Ewerthon) e Kleber
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Fonte:www.palmeiras.com.br

terça-feira, 31 de agosto de 2010

É NÒIX !!!!!! NAÇÃO MANCHISTA!!!!!!



CEM ANOS DOS GALINHA SEM NADA!!!!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PARABÉNS SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS




SEREI PALMEIRENSE!!!!

MESMO QUE A BOLA NÃO ENTRE

MESMO QUE O PALESTRA ITÁLIA SE CALE

MESMO QUE O MANTO SAGRADO DESBOTE

MESMO QUE A VITÓRIA ESTEJA LONGE

SEREI PALMEIRENSE!!!!

SEJA LONGA A JORNADA

SEJA DURA A CAMINHADA

PALMEIRAS NO PEITO E NA ALMA

NOS GRITOS E NA PORRADA

EU CANTO

PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Em noite de 'três santos', Palmeiras elimina o Vitória da Sul-Americana



Tadeu marca dois, e Marcos Assunção fecha a conta em 3 a 0 no duelo que marcou a 500ª partida do goleiro Marcos pelo clube


Foi uma noite de tensão, emoção, aflição e alívio no Pacaembu. A quinta-feira que estava programada para ser toda do velho "São Marcos", ídolo palmeirense que comemorava 500 partidas pelo clube, também foi de outros dois santos. No triunfo por 3 a 0 sobre o Vitória, que classificou o time para a fase internacional da Copa Sul-Americana, o torcedor conheceu "São Tadeu", autor de dois gols, e "São Marcos Assunção", autor do gol de falta que evitou que a decisão da vaga fosse para as penalidades.

Derrotado na primeira partida por 2 a 0, há uma semana, no Barradão, o time paulista conseguiu uma virada na base da raça, da garra e com o apoio de mais de 20 mil torcedores. O técnico Luiz Felipe Scolari provou que o espírito "copeiro" que o consagrou na primeira passagem pelo clube, ainda vive. E o Alviverde fez o que parecia improvável.

A equipe que só havia vencido por três gols ou mais de diferença em duas oportunidades este ano - 5 a 1 sobre o Mogi Mirim, pelo Campeonato Paulista, e 4 a 0 sobre o Flamengo-PI, na primeira fase da Copa do Brasil - repetiu a façanha.

O adversário do Palmeiras nas oitavas de final será U. de Sucre (BOL), Colo Colo (CHI) ou Cerro Porteño (PAR). O terceiro espera pelo confronto entre os dois primeiros. Pelo Brasileirão, o Verdão volta a jogar às 16h de domingo, contra o Guarani, em Campinas. Já o Vitória visita o Cruzeiro, no mesmo dia, mas às 18h30m, no Ipatingão.

Pressão, tensão e Tadeu

O técnico Luiz Felipe Scolari não pode reclamar da torcida. Quem enfrentou a noite fria da capital paulista e compareceu ao Pacaembu empurrou o time do primeiro minuto até mesmo quando os jogadores já estavam nos vestiários para o intervalo. Mas a sincronia dos torcedores, que criaram um mosaico com o rosto de Marcos e o número 500 – alusivo à quantidade de jogos pelo clube - , demorou a aparecer em campo.

Usando o mesmo time que venceu o Atlético-PR no último sábado, pelo Brasileiro, Felipão viu o Palmeiras nervoso. Embora tivesse a bola por mais tempo, a equipe não conseguia marcar. Foram raras as vezes em que o goleiro Marcos foi ameaçado. A mais amedrontadora delas foi quando Ramon bateu uma falta, aos dez minutos. O camisa 10 do Vitória, que chegou a marcar na primeira partida, em Salvador, bateu para fora. Alívio nas arquibancadas e no banco de reservas alviverde.

A tensão atingiu também Scolari, que não parava de gesticular à beira do gramado. Aos 14, o treinador chegou a ser alertado pelo árbitro Heber Roberto Lopes de tanto que reclamava. A aflição de Felipão tinha motivo. Mesmo tendo a posse de bola, o Palmeiras não conseguia vencer Viáfara e a sua própria ansiedade por sentir que tinha que fazer logo um gol.

O panorama só melhorou depois de uma mudança de posicionamento em campo. Rivaldo, responsável pelo lado esquerdo, foi deslocado um pouco mais para o meio. Fabrício, zagueiro canhoto celebrado por Scolari, ficou na região para apoiar o ataque. O resultado veio aos 27 minutos, quando Luan fez boa jogada pela direita e tocou para Rivaldo. O meia/volante/lateral chutou forte, mas Viáfara novamente afastou o perigo.

A sequência palmeirense continuava tensa. Marcos Assunção bateu falta, e Viáfara tirou. Tinga cruzou na área, mas a cabeçada de Tadeu parou na trave. O relógio, para os palmeirenses, era um inimigo implacável e cruel.

Só nos acréscimos do primeiro tempo as sensações mudaram no Pacaembu. Da tensão, veio um alívio. Da precisão de um passe, veio a esperança. No toque certeiro de Marcos Assunção, um dos homens de confiança de Scolari, saiu o gol palmeirense. O passe foi para Tadeu, que só encobriu Viáfara e correu para o abraço, aos 47 minutos.

Abraços no campo e nas arquibancadas. Aplausos de Felipão para seus comandados. Um toque de esperança para a classificação. Um terço da missão estava cumprida.

"São Tadeu". "São Marcos Assunção"


Para ter a missão completada com sucesso, o Palmeiras precisava de mais dois gols – 2 a 0 empataria a conta e levaria a disputa para os pênaltis. Mas o Vitória voltou disposto a não facilitar as coisas para os paulistas. Ex-dirigente do Alviverde, o técnico Toninho Cecílio, do rival baiano, tratou de adiantar seus jogadores para conter a euforia palmeirense. Assim, ele aproximou Thiago Humberto e Elkeson de Schwenck. Mas os baianos não contavam com uma lambança do colombiano Viáfara.

Aos 12 minutos, o goleiro resolveu trocar as mãos pelos pés e complicou a vida do Vitória. Ele segurou a bola na lateral de campo e, pressionado por um rival, tocou para trás. Fabrício pegou a sobra e viu Márcio Araújo livre pelo lado direito. O volante, improvisado na lateral, chutou cruzado e a bola sobrou para Tadeu marcar novamente: 2 a 0.

Com dois gols, Tadeu se destacava como o nome do jogo. O placar empurrava a decisão para os pênaltis. E “São Tadeu”, improvisado no posto de salvador no gelado Pacaembu, entregava a definição da vaga para “São Marcos”, homenageado da noite e santo de fato na visão dos palmeirenses.

O volume de jogo palmeirense era muito superior ao do time baiano. Enquanto os paulistas já tinham dado 20 chutes em direção ao gol até os 35 minutos do segundo tempo, a equipe rubro-negra só havia arriscado em quatro oportunidades. No entanto, mesmo com o domínio, o terceiro gol, aquele que garantiria a classificação sem o nervosismo dos pênaltis, teimava em não sair.

Conforme os ponteiros do relógio avançavam, o Vitória se mostrava satisfeito com a loteria das penalidades. Elkeson, quando tinha a bola nos pés, procurava segurar um pouco as jogadas para deixar a partida mais morna. Nas arquibancadas, as palmas se alternavam com os dedos cruzados. E nascia outro santo no Pacaembu, outro 'santo' chamado Marcos dos Santos Assunção (seu nome completo).

Aos 43 minutos, o Palmeiras conseguiu uma falta na intermediária. Especialista, Marcos Assunção secou a bola com a camisa, se concentrou e disparou a bomba! O que parecia impossível estava acontecendo. O placar de 3 a 0 colocava o Alviverde na fase internacional da Sul-Americana. Festa nas arquibancadas. Era a noite de "São Tadeu" e "São Marcos Assunção" e claro, "São Marcos".


PALMEIRAS 3X0 VITÓRIA
Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício (Ewerthon); Márcio Araújo, Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Rivaldo; Luan (Patrik) e Tadeu.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Viáfara; Eduardo, Wallace, Anderson Martins e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Thiago Humberto (Renato) e Ramon (Neto Coruja); Elkeson e Schwenck (Júnior).
Técnico: Toninho Cecílio.

Gols: Tadeu, aos 47 minutos do primeiro tempo. Tadeu, aos 12 minutos, e Marcos Assunção, aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Ricardo Conceição.
Local: Pacaembu, em São Paulo. Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR).
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Dibert Pedrosa Moisés (SC). Renda: R$ 437.422. Público: 21.950 pagantes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Empate justo no clássico paulista tira o Cúrinthians da liderança


Verdão e Timinho ficam no 1 a 1 no Pacaembu num jogo repleto de lances polêmicos. Alvinegro é ultrapassado pelo Fluminense e cai para 2º lugar.

O primeiro tempo foi do Corinthians, a segunda etapa, do Palmeiras, e o empate de 1 a 1 no Pacaembu, na tarde deste domingo, acabou sendo justo para o clássico paulista. Com o resultado, num dérbi cheio de polêmicas, o Timão deixou a liderança do Campeonato Brasileiro para o Fluminense – que tinha vencido o Atlético Paranaense por 3 a 1 no sábado – e, com um ponto a menos (25 a 26), caiu para a segunda posição. O Verdão é o 11º colocado, com 15 pontos.


O Corinthians, que jogava na condição de visitante, encurralou o Palmeiras desde o início. Com 4 minutos de jogo, Bruno César, de falta, já exigiu grande defesa de Deola. Na cobrança de escanteio, Armero cortou o cruzamento com o braço, mas o juiz não viu e deixou o lance seguir. Quando o relógio marcou 15 minutos, o Timão registrava o dobro de posse de bola do Verdão, o dobro de passes certos e o triplo de finalizações.

Com boa troca de bola no meio-campo, e quase sem errar passes, o Corinthians dava pouca chance ao rival. Restava ao Palmeiras apostar nos contra-ataques. E foi assim o primeiro susto que o time de Luiz Felipe Scolari deu no do estreante Adilson Batista. Aos 16, Kléber rolou para Ewerthon, que cruzou para Lincoln completar para o gol. Mas o auxiliar anulou a jogada, corretamente, assinalando impedimento no momento do primeiro passe.

Pouco depois, aos 21, saiu o primeiro zero do placar. E para o lado de quem estava melhor. Num rápido ataque, Bruno César tocou de calcanhar para Iarley ainda no campo de defesa e correu para receber na ponta direita. Quando Iarley devolveu, Bruno cruzou de primeira para a área, onde Jorge Henrique, impedido, marcou de letra e correu para comemorar.

Se o Corinthians teve um pênalti não marcado para reclamar (e não reclamou), o Palmeiras também. Após um cruzamento na área alvinegra, Jucilei segurou Ewerthon, que caiu e olhou para o árbitro. Mas o juiz sequer esboçou reação de assinalar a penalidade.

Aos poucos, o Palmeiras equilibrava o jogo. A posse de bola, que chegou a ser 80% a 20% no início, a essa altura já estava quase 50% a 50%. Arriscando menos, é verdade, o Verdão conseguiu o empate aos 33 minutos. Danilo cruzou na área para Kléber, livre de marcação, cabecear. Julio Cesar fez boa defesa, mas a bola sobrou limpa para Edinho empurrar para a rede: 1 a 1. O lance gerou dúvida, já que Edinho estava na mesma linha de Kléber na hora da primeira finalização. Se estivesse à frente, estaria impedido.

O primeiro tempo terminou com um Palmeiras mais animado pelo gol e com um Corinthians lamentando não ter aproveitado melhor as chances criadas. E foi da mesma maneira que a segunda etapa começou, com o Verdão um pouco mais ligado em campo. Logo aos 3 minutos, Ewerthon marcou o que seria o gol da virada, mas o árbitro anulou mais uma vez, apontando impedimento claro do atacante.

Destaque do Timão nos 45 minutos iniciais, Bruno César voltou apagado do vestiário e não conseguia se livrar da marcação de Pierre. Por várias vezes Adilson Batista mandou recados pedindo para o seu camisa 10 acordar. Como não acordou, aos 17 foi substituído por Defederico. Felipão respondeu na sequência, trocando Lincoln por Tinga.

Agora era o Corinthians que não sabia como se livrar da marcação palmeirense e abusava das faltas para tentar frear o ritmo do adversário. O Verdão criava mais, só que tinha dificuldade para se aproximar da meta. Aos 33, mais um gol de Ewerthon invalidado por impedimento. Com um pouco mais de tempo de bola, o atacante teria ajudado o seu time a golear. Três gols do Palmeiras foram anulados em lances de posicionamento irregular do camisa 88.

Os dois técnicos ainda apostaram as últimas fichas reforçando os ataques, mas, no fim das contas, o empate foi justo. O Corinthians foi melhor no primeiro tempo, o Palmeiras dominou o segundo, e cada um saiu do Pacaembu com um ponto na tabela. Para o lado alvinegro ficou um sentimento de frustração por ter deixado a liderança escapar para as mãos do Fluminense.




PALMEIRAS 1 X 1 CORINTHIANS

Deola; Vitor, Danilo, Maurício Ramos e Armero; Pierre, Edinho, Márcio Araujo e Lincoln (Tinga); Ewerton (Patrick) e Kléber
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William e Leandro Castán; Ralf, Jucilei, Elias (Paulinho) e Bruno César (Defederico); Iarley (Souza) e Jorge Henrique
Técnico: Adilson Batista
Gols: Jorge Henrique, aos 21, e Edinho, aos 33 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Danilo, Márcio Araújo e Armero (PAL); Chicão, Bruno César, William, Alessandro, Leandro Castán e Jorge Henrique (COR)
Público: 24.491 pagantes. Renda: R$ 888.586,00.
Data: 1º de agosto. Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP). Auxiliares: Ednílson Corona (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP).